BORN THIS WAY: A maior criação de Lady Gaga é no mínimo, “reveladora”.

Depois de várias afirmações grandiosas, eis que chegou a hora de ouvirmos, apreciarmos e analisarmos o álbum “Born This Way”, de Lady GaGa. Tendo uma vazão ampla alguns dias antes do grande lançamento, os rumores sobre o disco dominaram milhares de mentes, e podemos afirmar que esse foi o disco mais aguardado de todos os tempos!

BORN THIS WAY

Todos apetecem tacar uma ‘pedrinha’ em GaGa na intenção de vê-la cair, mas sabemos que isso não acontecerá pois o personagem chamado “Lady GaGa” está mais convicto e esperto do que nunca! Bom, “Born This Way” é um álbum que dividi conceitos em vários comentários que parecem mais uma sentença de morte. Desde “The Fame Monster”, Lady GaGa vem abusando do look arriscado e individualizado (letras chocantes, chamativas ou bobas, imagem extravagante, som dramático e ‘inovador’), e sabemos que nessa época, o ápice de sua carreira aconteceu. Hoje, tudo que já foi feito – até mesmo por ela – se reproduz, porém, com um pouco mais de dramaticidade.

“Born This Way” é um álbum incrível, feito para vender bem, produção de ponta, dançante, desigual, invasivo, mas não é tocante e muito menos emocionante. As letras não transmitem emoção e verdade, por mais que as intenções sejam de fato essas. Tentamos, mas não conseguimos ver GaGa na primeira pessoa do singular como ela própria disse, “I’m in love with Judas”, mas se por ventura não seja ela o sujeito das canções, quem será que ela achou que é para usar os nomes bíblicos como personagens com tanta falta de respeito? Mas, uma das coisas excelentes que podemos constatar é que a inteligência de GaGa trouxe esse ideal de ‘melhor álbum POP da década’ á tona. Ela soube usar o melhor dos elementos dance dos anos 80’s, rock dos anos 90’s e os atuais eletrônicos metalizados para fazer quem escutar o álbum completo, entrar em uma vibe melancólica, retro, assustadora e “bizarra” a partir do play incial, o que pode até mesmo fazer mal á alguém com problemas mentais.

O álbum principia em “Marry The Night” que a nosso ver, é uma faixa totalmente descartável, logo embora tenha a melhor letra – que se enquadra perfeitamente na temática do álbum. “Marry The Night” é o tipo de música que pode surpreender á princípio, porém, não apresenta nenhum atributo que a faça inovadora. Pelo contrário, a repetição de certas palavras a torna cansativa e enjoativa. Logo após vem “Born This Way” que por si só valeria o álbum inteiro. A melhor escolha para primeiro single sem dúvidas e acreditamos estarmos tratando da melhor música do álbum! Mesmo se o álbum não fosse tão polêmico ou majestoso, esse projeto teria que ser reconhecido como um álbum POP de qualidade pois GaGa é o grande artista em destaque. Compor, cantar, dançar, produzir, mixar, divulgar e bombar não fazem parte do pacote de qualquer cantora, tanto que outras preferem comprar tudo pronto do que colocar a ‘mão na massa’, mas como estamos falando de Lady Gaga, vamos apenas parabenizá-la por esse grande feito.

Particurlamente, não acreditamos que “Born This Way” terá grandes hits como o “The Fame Monster” teve. As faixas são repetitivas e a impressão de estar escutando a mesma música durante 20 minutos não para até “Americano”, que tem o verdadeiro toque inovador de que todos falam. A faixa é cativante e incrivelmente contagiante, assim como “Judas” e “Goverment Hooker”.

Ao contrário de outros álbuns POP do momento, o vocal de GaGa está limpo e alternado. É muito agradável e satisfatório ouvir certas canções como “Bloody Mary”, “You And I” e “Edge Of Glory” e sentir o verdadeiro artista cantando sem muitos efeitos. Gaga usou e abusou do rock metálico em “Born This Way” e o resultado são “Electric Chapel”, “Heavy Mental Lover”, “You and I” e “Bad Kids”, que chegam á ser até certo ponto agressivas e impulsivas, além de soar mais como ‘barulho’ do que música rock. Parece original misturar POP com rock, mas essa técnica não tem nada de inédito. Cantoras como Madonna, Cher, Christina Aguilera e Rihanna já usaram desse estilo antes e foram muito bem sucedidas, será mesmo o caso de Lady GaGa e seu estilo ‘inovador’? Ainda na vibe elétrica, “Schiße” é uma das grandes surpresas do álbum, assim como “Bloody Mary”, que é instintiva e provocadora. Nada muito chocante, mas o refrão dessa música é de arrepiar e a mistura do som descontraído inicial com a melancolia dos vocais é surpreendente, o que faz desta faixa uma das maiores de toda a carreira da GaGa.

E depois dessa viajem de estilos e técnicas inovadoras – para GaGa, eis que o final também não foi menos revelador: “You And I” é basicamente, decepcionante. Ao vivo, Lady GaGa trouxe uma certa emoção e franqueza ao palco, e na versão de estúdio, escutamos uma canção com batidas inúteis que tiraram todo o brilho da balada que “You And I” deveria ser. E para finalizar o álbum do melhor jeito possível, “Edge Of Glory” está lá para fazer toda a diferença. Sem dúvidas esse é o momento mais verdadeiro, único, menos pretensioso e sincero do “Born This Way”. Esse single é épico e salvou a carreira de GaGa que havia caído por um segundo com o fracasso total de “Judas”.

TRACKLIST: (Clique para escutar)

01. Marry the Night (Produced byLady Gaga, Jeppe Laursen)
02. Born This Way (Produced by Garibay, DJ White Shadow)
03. Government Hooker (Produced by DJ White Shadow, DJ Snake)
04. Judas (Produced by RedOne)
05. Americano (Produced by Fernando Garibay)
06. Hair (Produced by RedOne)
07. Scheiße (Produced by TBA)
08. Bloody Mary (Produced by DJ Snake)
09. Bad Kids (Produced by TBA )
10. Highway Unicorn (Road to Love) (Produced by TBA)
11. Heavy Metal Lover (Produced by TBA)
12. Electric Chapel (Produced by TBA)
13. Yoü and I (Produced by Mutt Lange)
14. The Edge of Glory (Produced by TBA)

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Publicado em 21/05/2011, em Álbuns, Lady Gaga. Adicione o link aos favoritos. 12 Comentários.

  1. Não gostei muito dessa crítica, faltou muito mais !

  2. Eu achei essa critíca ridícula. Ainda bem que vocês são apenas um site who nesse mundo. MTN descatavél? VAI FAZER COISA MELHOR P****!

  3. Olha, a Lady não revolucionou nada com esse disco. Eu acho uma falta de respeito ela falar de personagens cristões como se fosse normal. Pq ela n fala DELA? Aff Só isso que merece fazer o álbum descer milhoes de degraus

  4. amo esse album,

  5. Fernanda Mendes

    ‘Esse single é épico e salvou a carreira de GaGa que havia caído por um segundo com o fracasso total de “Judas”.’

    Seu artigo ganharia até uma certa credibilidade comigo não fosse essa frase final. Com essa afirmação, você contradisse seu texto inteiro e provou que não se informou o bastante para fazer uma crítica embasada.

    Enfim, todos sabem que esses tipos de resenhas após o lançamento do álbum valem absolutamente nada, mesmo porque as músicas do álbum só ganham força e sentido completos quando entram em conjunto com clipe, figurino e coreografia.

    Descarto.

  6. Olha sinceramente, eu sempre gostei da GAGA, mas este album Born This Way me surpreendeu muito, é um álbum que agrada a todos os estilos, tem musicas dançantes, tem guitarra, tem saxofone uma vós mais grave outra mais agitada… Minha família ao ouvirem as novas músicas gostaram muuuito!!

  7. “As letras não transmitem emoção e verdade, por mais que as intenções sejam de fato essas. Tentamos, mas não conseguimos ver GaGa na primeira pessoa do singular como ela própria disse, “I’m in love with Judas”, mas se por ventura não seja ela o sujeito das canções, quem será que ela achou que é para usar os nomes bíblicos como personagens com tanta falta de respeito?”

    Discordo. Como vocês mesmos disseram, MTN tem uma letra muito boa e tocante, assim como:

    GH – “I’m gonna drink my tears and cry, ‘cause I know you love me baby”. Já imaginaram como é ter vários homens, mas no fim do dia (ou da noite) vc acaba sempre sozinha? Acho que essa parte da letra traduz isso.

    Judas – A letra como um todo é um sofrimento sem parar e com final infeliz, de não conseguir superar o amor por uma pessoa que te trai, te machuca até o fim.

    Hair – “I scream Mom and Dad, why can’t I be who I wanna be […] I want you to love me for who I am […] I’ll die living just as free as my hair”, mostra uma pessoa sufocada pela repressão de não poder ser quem ela realmente é, e a única coisa que lhe resta é uma parte dela que também está sendo repreendida, seu cabelo.

    BM – Talvez a mais tocante do álbum, mas só se vc mentalizar a história da própria rainha Bloody Mary. Ela se apaixonou e casou com um príncipe espanhol que só queria ter poder na Inglaterra e não a amava. No final ele a deixa e ela acaba morrendo pouco tempo depois, solitária, deprimida e odiada pelo povo (“When Punk-tius comes to kill the King upon his throne, I’m ready for their stones”).

    Bad Kids – A música foca no auto-martírio que alguns filhos sofrem (“I’m bad kid” repetido várias vezes) diante de tudo que acontece de ruim na família, fixando na cabeça a ideia de ser “mau”’.

    You and I – Não sei quanto a vocês, mas essa música me toca bastante tendo em mente o amor platônico de Gaga por Luc (barman nascido em Nebraska). Uma declaração de amor sincera (eu li que as letras não soavam sinceras?) e emocionada.

    The Edge of Glory – A música soa muito mais especial tendo em mente que Gaga escreveu sobre os últimos momentos do seu avô vivo (as batidas do coração no início da música), o momento da verdade em sua vida, o ‘auge da glória’. Ela fala também sobre o amor entre ele e sua avó, que sobrevive além da morte. Mesmo que o álbum não tivesse todos esses aspectos emocionais (que destaquei acima), só The Edge of Glory já preencheria essa falta. Talvez o que faltou nas outras faixas para soarem mais tocantes é o tom mais “suave” dessa música, mas aí o álbum não teria a energia e o caos necessários e almejados por Gaga.

    Sobre ela usar nomes de personagens bíblicos acho muita imaturidade artística achar que ela desrespeitou alguma coisa. Em todos os tipos de arte (cinematográfica, plástica, literária e etc) existem milhares de personagens bíblicos sendo interpretados de diversas maneiras, mas Gaga é julgada por ser uma artista pop e este não ser um assunto muito explorado desta forma nessa categoria.

    Vou deixar um comentário da própria sobre isso:
    “Ninguém disse que só os sacerdotes e as freiras têm o direito de expressar uma opinião sobre os Evangelhos. O artista tem pleno direito de usar simbolismos religiosos para transmitir uma mensagem”

    • Olá Kayo, bom, obrigado pela disposição que você teve para fazer esse comentário! Incrível! Bom, eu concordo que as intensões de GaGa era passar ‘emoção’, ‘verdade’ para os fãs. Mas, embora as letras sejam lindas, a voz, não estava dizendo o mesmo. Era como se ela tivesse cantando algo que não aconteceu com ela. Sem verdade, me entende? É o caso de YOU AND I, que ao vivo é incrível, mágica, porém, no cd essa emoção foi deixada de lado.

      BLOODY MARY e EDGE OF GLORY são as melhores. As mais sinceras e extraordinárias. Concorda? Bom, é isso, qualquer dúvida.

  8. Concordo em partes… Mas essa resenha é mais estranha que o álbum. rs

  9. Esse álbum é maravilhoso, não era fã da gaga, mas agora passei a ser e já comprei o meu.

  10. @marcilioturile

    muito bom o album

  1. Pingback: Retrospectiva 2011 « Fewoffs NOW 2

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