LP1: Alma hippie de Joss Stone fortemente expressa em um disco alternativo

“LP1” foi lançado em um medonho silêncio forçoso, pois o estrago de um fracasso público poderia ser fatal à carreira de Joss Stone. Então, para Joss, que tem um histórico invejável e popular, lançar um disco alternativo no escuro pareceu realmente a melhor opção.

(NOTA: 62)

LP1

Com faixas clássicas alternando entre soul, jazz, country e rock , “LP1” é um álbum caseiro para poucos. O plano não era atingir a massa, e realmente, pouquíssimas faixas tem potencial para estourar no cenário musical e se tornarem hits.

O primeiro single, “Somehow”, é uma ótima releitura dos hits passados de Joss. É divertida, dualizada e sem nenhuma pretensão. É perfeita, é agradável. Não poderia ser melhor escolha para um dos singles do álbum. Talvez, com tanto barulho nas rádios, tocar uma música como esta poderia atrair novos ouvintes, mas não: é sofisticado demais para ser considerado popular.

A produção de Dave Stewart é de ponta, e prova disso foi o prazo de 6 dias que Joss teve para produzir o álbum para lança-lo em seu próprio selo, a Record Stone’d. Talvez, para quinto disco, Joss Stone se precipitou um pouco, mas se for absolutamente bem analisado, veremos que a sonoridade peculiar de Joss continua a mesma, ou ainda melhor. Talvez o fato do disco ser mais cru e simples que os outros seja influencia do estilo hippie-tardia da cantora.

Em certos momentos, “LP1” parece entediante, mas logo as letras com decência e conteúdo ocupam o espaço ocupado pelo tédio com admiração e conforto deixados pela voz e harmonia conduzida pela cantora. Joss introduziu seus vocais tão fortes e ao mesmo tempo suaves de formas tão claras, que são capazes de excitar. “Last One To Know” e “Cry Myselff To Sleep” parecem ser as únicas opções para singles mundiais, comerciais, limitando todas as outras à meras faixas simples com arranjos semelhantes finalizando o álbum para ‘fatalmente limitado’ ou sem graça. A primeira citada, é incrivelmente poderosa e deveria ter sido usada para o comeback de Joss Stone, que há tempo não lançava um disco.

Entre as faixas medianas, eis que surge “Landlord”, que resumidamente, parece estar com arranjos incompletos, assim, simbolizando uma ‘pedra na tracklist’. Sem exageros. Muito embora o projeto seja inferior aos anteriores, Joss conseguiu impor sua competência e identidade nas canções que certamente são adjetivos somente alcançados por verdadeiros artistas.

TRACKLIST

01. Newborn
02. Karma
03. Don’t Start Lying To Me Now
04. Last One To Know
05. Drive All Night
06. Cry Myself To Sleep
07. Somehow
08. Landlord
09. Boat Yard
10. Take Good Care

  1. Achei o álbum bom, porém sim tem momentos de tédio. Mas na minha opinião a melhor música é sem dúvida “Karma”. Uma das melhores na carreira dela.

  2. A Joss não ta interessada em vender disco, muito menos em fazer singles. Ela deu uma entrevista recentemente falando que ela quer apenas fazer musica por prazer, o resto é o resto.

    • Nada mais certo. Se esforçar para fazer uma boa divulgação de um single não vale a pena. Essa indústria cada dia mais se importa com a estética dos artistas, e esquecem, as vezes, do verdadeiro motivo: a música.

  3. Camila Herbert

    adorei! [album n’ao mty bom, mas e bem feito!

  4. Realmente eu esperava mais do retorno de joss.o album é muito iferior aos seus trabalhos passados.poucas faixas tem potencial para singles.

  5. Camila Herbert

    ela ahazou .. claro, tem os pontos fracos. mas os altos estão altos msm. tbem daria 62

  1. Pingback: ÁLBUM: “LP1″ foi lançado dia 26 de julho. Saiba nota! « Fewoffs NOW 2

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