TALK THAT TALK: Rihanna declina do alto do prestígio ao chão

Desde seu último lançamento, o “LOUD” de 2010, a vida sexual de Rihanna evoluiu em termos assustadores. E isso é o que Rihanna quer revelar em seu novo disco. O público para músicas vulgares, sujas, inúteis e fracas está garantido desde “S&M”. Saiba mais sobre “Talk That Talk”.

TALK THAT TALK
(NOTA 70)

Diante de um mercado fonográfico cada vez mais fragilizado e complexo, Rihanna almeja construir sua carreira com a perfeita imagem de uma funkeira carioca. Lançando discos anualmente, aspectos como ideias, assim como a criatividade, estão cada vez menos originais, e é nesse momento que assuntos polêmicos e baixos invadem mentes afim de números e fama. Rihanna parece não estar se importando em se tornar uma diva R&B respeitável como Whitney Houston ou Tina Turner, e sim, mais uma hitmaker, daquelas que surgem a cada ano. É deprimente ver uma cantora que já teve momentos de glórias anos atrás, se render a letras sexuais inúteis e eletropop da massa.

O novo álbum de Rihanna, “Talk That Talk”, se submete à toda essa baixaria que já estamos fartos de ver. Porém, como em todas as coisas do mundo, o álbum possui seu lado pro e contra. Sinceramente, as faixas pesadas do disco são de todo valor, enquanto as mais divertidas, com o gosto do Caribe que já provamos em “Man Down”, parecem ser completamente inapropriadas, inúteis.

“You Da One” abre essa nova etapa na vida de Rihanna, rotulada “fraca e sem criatividade alguma”. O single pode ser considerado o pior desde o inicio da carreira da cantora, por não possuir um pingo sequer de originalidade. Com um refrão repleto de gírias, repetições silábicas e reprises, “You Da One” realmente não merece o sucesso que vem recebendo. “Where You Have Been”, por sua vez, se trata do maior êxito do “Talk That Talk”. A música tem tudo, absolutamente tudo, para ser o maior sucesso de Rihanna, pois se trata de uma canção com conteúdo e decência.

Com o lançamento apressado do disco, Rihanna demonstra o quão competitiva é. O ato revela que ela não quer deixar espaço para rivais, e sim, demarcar sua posição à cada ano. Entretanto, a análise continua com “We Found Love”. A faixa possui forte apelo popular e pela batida irresistível, marcante, o single foi um hit em todos os lugares possíveis. Além do mais, a faixa possui uma letra sincera, simples e profunda, o que significa que todos os traumas, demônios e revoltas envolvendo o amor, para Rihanna podem estar superados.

O trecho do álbum com “Talk That Talk”, “Cockiness (Love It)”, “Birthday Cake” e “We All Want Love” é terrível. Simplesmente insuportável. Nele, temos 2 faixas R&B genéricamente repetitivas, assim como “You Da One”; uma prelude dançante cheia de ousadia porém desgastada pelas expressões explícitas; e por último uma balada feia. “Drunk On Love” chega logo após para mostrar o que é uma balada de verdade. Nisso, Rihanna nunca peca, porque suas técnicas de fazer músicas baseadas em sentimentos estão cada dia mais perfeitas e cativantes. Não podemos negar, Rihanna tem um vocal invejável e um timbre único.

Quando Rihanna usa seu lado sensual moderado, é muito mais interessante e original do que usando de artifícios vulgares e desprezíveis. “Roc Me Out” é o perfeito exemplo disso. A música citada tem uma letra levemente provocante e sexy, um instrumental dark e intenções promiscuamente agradáveis. “Watch N’ Learn” embora seja desperdiçada por ter repetições desnecessárias de frases, ela é uma boa pedida para o próximo verão. Finalizando a versão normal do “Talk That Talk”, temos “Farewell”. Outra balada digna de uma diva. Basicamente, “Farewell” é lindamente poderosa, se tornando a canção mais profunda que qualquer outra do “LOUD”.

Mesmo se tornando o clone de Keri Hilson por mais um ano, Rihanna deixou um pouco de Beyoncé na versão deluxe do disco. “Do Ya Thang” soa como um b-side de “Love On Top”, do álbum “4”. Enquanto isso, “Red Lipstick” parece a continuação de “Mad House”, porém com uma batida breakbeat muito mais viciante. Entretanto, todas essas comparações são, até certo ponto, positivas. Pena que o álbum começou a melhorar no final.

TRACKLIST
 01. "You Da One" (Produced by Dr. Luke, Cirkut)
 02. "Where Have You Been" (Produced by Dr. Luke, Cirkut, Calvin Harris)
 03. "We Found Love" (com Calvin Harris) (Produced by Calvin Harris)
 04. "Talk That Talk" (com Jay-Z) (Produced by Stargate)
 05. "Cockiness (Love It)” (Produced by Bangladesh)
 06. "Birthday Cake" (Produced by Da Internz, The-Dream)
 07. "We All Want Love" (Produced by No I.D.)
 08. "Drunk on Love" (Produced by Stargate)
 09. "Roc Me Out" (Produced by Stargate, Rob Swire)
 10. "Watch n' Learn" (Produced by Hit-Boy)
 11. "Farewell" (Produced by Alex da Kid)
  1. ñ acredito que perdi meu precioso tempo lendo isso.. Keri Who? u.u

  2. Achei a crítica um pouco sem base, em partes ela é decidida, porém, derrepente parece que o autor se arrepende de sua rigidez e tenta amenizar a situação.
    Agora, o inaceitável foi afirmar que a Rihanna é o clone da Keri Hilson, comentário extremamente sem noção da realidade.

  3. Sua crítica é coerente com o que penso em muitos pontos, mas diverge em outros. Eu não vejo o Talk That Talk como só um trabalho afim de vender sexo. Vejo mais profundo que isso, pelo simples fato de entender um pouco do antecedentes do álbum.

    Na minha humilde opinião a Rihanna tentou ser o mais autêntica possível com esse álbum, e não é a melhor obra da Rihanna, está longe disso, Rated R está aí pra provar, mas é de longe a obra o mais próxima da Rihanna. Você pode argumentar dizendo que a Rihanna não é isso que está o TTT, mas ela realmente não é, o que ela é é ser uma espécie de “não estou nem aí pro que você pensa de mim, só quero fazer meu trabalho”.

    A Rihanna sempre foi meio que controlada pela gravadora, desde os primórdios do Music Of The Sun, e só teve total controle do que fazia ou não da sua carreira a partir do Good Girl Gone Bad: Reloaded. Com o Rated R, mesmo a Rihanna tendo a escolha em suas mãos, ela se viu “obrigada” a fazer um álbum obscuro e melancólico pra mostrar como estava se sentindo, algo que a impediu de criar uma obra mais parecida com o que ela apresenta. Depois tivemos o LOUD, que por sua vez tinha o objetivo de resgatar a Rihanna comercial que todos estavam acostumados. Mais uma vez “impedida” de mostrar mais sua verdadeira face. Com o Talk That Talk isso não ocorre, nessa obra ela é quem ela quer ser, sem se preocupar em ser comercial, triste, feliz, ou qualquer coisa do tipo.

    Por esses motivos o Talk That Talk é tão bom. Entendo o que você argumenta, mas não concordo tanto. =)

  4. Esta crítica está totalmente equivocada. Logo após o lançamento de Talk that Talk, a crítica avançou e foram na maioria das vezes com elogios, demonstrando que Rihanna é realmente uma diva do pop. O disco foi produzido com muita renovação e músicas “viciantes”, sendo isso marca de Rihanna.
    E isso que o disco não é original é sem sentido. Original é uma coisa que você cria do seu jeito, do jeito que você pretende arrebatar o publico. E esse foi o jeito dela. Então: original.

  5. “O album é mais que letras viciantes e comerciais, o album é um desabafo como se ela quisesse dizer “Falem o que Quiser fodam-se ”

    Simples assim..O album teve uma ótima recepção da critica e portanto a opinião defasada deste blogueiro é irrelevante..

    Lamentavel… Go Rihanna

    • Tenho certeza que ele não foi tão bem elogiado assim, querido. E no seu caso, aposto que não se deu o trabalho de traduzir toda a crítica de algum crítico americano para ver se realmente é tudo positivo. Aceite o que leu, pois lerá muito.

      Alias, se falar 100% de sexo quer dizer “Falem o que quiser, fodam-se” para você e o tal crítico, sinto muito, mais os irrelevantes aqui na história são vocês.

  6. É. Talvez o título esteja um pouco forçado demais,
    fora isso, tudo ok

  7. Eu sou fãn da Rihanna (Diva) ,mas, sua critica é boa (se não fosse pelo exagero) ,a maioria dos fãns (acho q todos ) ,gostsram das letras das musicas e,das musica .Eu por ex ,só não gostei de uma por não gostar do toque … Nesse albúm ,essa colocou musicas eletronicas ,pop, romanticas (etc) .É uma mistura de estilos de musicas para q não só os fãns possam gostar (pena que uma pequena parte não esta conseguindo enxergar isso ) . RihannaNavy !!

    • Eu acho que o problema maior não é a sonoridade, porque disso, sabemos que enquanto ela trabalhar com elites, nenhum álbum será de qualidade sonora baixa. O problema,entretanto uma opção dela, é o apelo pela vulgaridade e letras baixas. Rihanna tem talento para fazer música descente, como na época de GGGB.

  8. Indescultivel que TTT não é um dos melhores albuns de Rihanna, isso todos podem ver de forma facil, entretanto, dizer que o album é um completo desperdicio e, principalmente, colocar um titulo como “Rihanna declina do alto do prestígio ao chão” somente mostra como editor do blog tenta mostrar de maneira sensacionalista algo irreal e suas preferencias. Desculpem-me, mas considerar elementos como os que foram apresentados como uma critica, não é algo aceitavel, dar opiniao sobre uma musica ou outra não torna disso uam critica e, sim, uma opiniao pessoal. Preferencias por ritmos X ou Y devem ser colocado de lado e coloca a qualidade da musica em questao, como batidas e mixagens.E, nesse quesito, TTT por mais xulo que seja é extremamente bem executado.

    E, antes de tudo, Rihanna é uma cantora pop e nao se esqueçam o que isso significa. Tentar transformar pop em algo complexo e cheio de mensagem chega a ser cansativo se nao executado de maneira sutil e bem executada. Letras pop tem de ser faceis e repetitivas, essa é a essência.

    Mais uma vez, desculpem, mas acho que para criticar de maneira severa no titulo e no decorrer do texto nao tomar uma posição propriamente clara e não mostrar elementos plausiveis, me deixou um pouco confuso.

    • Gostaria de, primeiramente, dar lhe parabéns pelo comentário. Não porque tenha sido totalmente correto, mas sim pela maturidade e educação. Geralmente, fãs revoltados por lerem coisas que não gostaram, atacam-nos com palavras e ofensas. Entretanto, não vi um pingo disso em você.

      Realmente, admito que a escolha do título foi errada e bastante ofensiva, aliás, nada coerente. Entretanto, o texto está coeso e bastante claro. Falamos, de um modo geral, de todos os pontos positivos e negativos do disco. Acho que isso basta como uma boa ‘análise’. Rihanna não é só uma cantora POP, ela faz R&B também. Geralmente, artistas desse ritmo honram charts com letras fortes e reais. É o caso de Beyoncé e o álbum “4”.

      E só para constar, o POP a qual você se refere como ‘sutil, sem muitas mensagens, fáceis e repetitivas’ não é o que realmente escutamos na atualidade. Lady GaGa faz POP e suas músicas são de total qualidade, se tratando de letra e ritmo. Muito repetitivo, claro, porém com muito conteúdo e coesão. Em último caso, temos Katy Perry, que é uma das maiores hitmakes que temos atualmente e vende sua música perfeitamente bem com muita decência! Todas suas músicas são fáceis de lembrar e possuem mensagens bastante significativas. Ok, entretanto, seus argumentos são completamente aceitáveis, provando o quão preocupado com música você é. Parabéns!

  9. Ah eu confesso que esse talk that talk não me surprendeu muito mais as musicas não são tão ruins eu adorei drunk on love, we found love, you da one, e birthday cake

  10. Linguisticamente essa crítica está extremamente bipolar. Nada coerente e nada coesa.

  11. Jorge Bandeira

    Não vale nem a pena perder tempo rebatendo críticas dígnas de um evangélico fanático em um blog sem prestígio algum. A Rihanna está no auge da sua carreira e se supera a cada álbum. Rated R é o que foi, na minha opinião, um fiasco. Letras ridículas, músicas obscuras e deprimentes… Ela foi ao alto do prestigio sim, com o LOUD, e continua subindo mais ainda com o TTT! Então, antes de falar M****, vale a pena refletir que nem todos tem a mesma opinião ridícula como a sua ;D

    • Bom, talvez o crítico que deu nota 4 (isso, quatro), ao “Talk That Talk” certamente tem mais “prestígio” que nós, correto? Eu sei o quanto é difícil discordar de alguma coisa, mas infelizmente, gostaria que Rihanna tivesse feito um álbum melhor… Um exemplo simples é Beyoncé, que deixou a sede por sucesso de lado e fez um álbum épico cheio de letras maduras, batidas originais e foi super aclamado pela crítica.

  12. é incrivel como uma cantora tão talentosa, as vezes, possa por tudo a perder em um simples album! Esse, eu posso dizer, é um dos piores albuns do ano! Ela ja fez musicas bem melhores, menos superficiais e melhor trabalhadas! O album não é um fracasso completo, mas deixou muito a desejar! Comparado a Rated R, ele é quase um nada. Mas posso estar sendo muito dura, Rihanna ainda não declinou totalmente, eu acho que ela tem capacidade de se levantar e voltar a fazer excelentes albuns! Sou uma grande fã sua, acho q ela tem potencial de se superar!

    • Exatamente! Se colocarmos em uma balança o RATED R e o TALK THAT TALK, vamos ver que desde o nome, ás músicas e todo o projeto TALK THAT TALK é inferior. Rihanna é tão talentosa, não gostaria de vê-la cantando músicas que falam de posições sexuais.

  13. o álbum não é tão ruim,
    mas é o pior da carreira dela,
    NAD superará o Rated R

  14. MarCus KavadasH

    respeito é bom e navy gosta! vc não gosta o problema é todo seu.. chão ? não estou vendo issoo.. ela esta no topo e esta vendendoo muito isso que importa… quer dizer que sua cantora lança musica pra ser linda e perfeita.. e nao ser #1 ? largue de hipocrisia meu caro!!!

  15. ela nao usou praticamente nada de original !

  16. Gente, gostei da sinceridade na hora de escrever!
    Sinceramente, é isso tudo mesmo o álbum, essa porcaria
    Rihanna não foi orignal nem criativa. Pena,

  17. Mega crítica!
    Concordei com tudo!!
    Acho q ela deveria ter dado um pausa antes de lançar esse álbum, ter repensado em algumas letras, até o shoot do álbum é mal feito!
    Mas desejo q esse álbum tenha um boa vendagem pq ela merece, é um excelente cantora, que é sexy até cantando “Someone Like You”.

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