BORN TO DIE: Conheça o lado negro de Lana Del Rey

Tristeza, vulnerabilidade e melancolia passaram bem perto do álbum “Born To Die”, de Lana Del Rey, sucesso na Europa e no resto do mundo. Mas também, as palavras alma, personalidade e qualidade definem bem o trabalho da novata que não escondeu sua solidão e comentou sobre assuntos polêmicos de uma vida, digamos, desiludida. Venha conhecer o lado negro de Lana Del Rey.

BORN TO DIE
(NOTA 98)

“Born To Die” é uma representação indie/pop contemporânea, que atraiu um público alternativo e rock para seu marketing, mas hip-hop e R&B também fazem parte deste mix incrível. As letras do disco não tem uma estrutura fixa, sugerindo que a maioria das 16 faixas surgiram após 3 ou mais goles de vodka. Isso é claro em “Without You” e “Off To The Races”, onde frases sem ligação e rimas são entoadas com vocais constantemente variados.

O single “Born To Die” pode ser respeitado como a faixa mais preciosa do disco, pois trata-se de uma balada clássica com uma pegada vocal R&B que conquista, definitivamente! Necessariamente, não é a melhor opção para às rádios, mas pode se tornar, até certo ponto, atrativa e inovadora, assim como Adele e Florence + The Machine foram.

Lana Del Rey admitiu que se desenvolveu no hip-hop e esse fato ficou bem nítido, claro, até porque o gênero está presente até nas faixas mais POP ou hippies do álbum. Suas entonações vocais que oscilam entre o fúnebre, o infantil e o provocante, lembram o soul da década de 60, quando estilos ligados aos blues, R&B e hip-hop estavam em alta. “Off To The Races” e “Blue Jeans” são dramáticas e muito, mas muito sensuais. Ótimas escolhas para singles, tendo em vista que as letras são fortemente apelativas e poderiam causar certa polêmica. Já “Diet Mtn Dew” possui um refrão repetitivo e meloso, bastante POP. Um hino da cidade de New York.

É curioso constatar que “Video Games” foi sucesso. Em um mundo tão consumidor de eletrônico, a faixa mais alternativa do disco foi a primeira faixa de divulgação do disco. “Video Games” demonstra a depressão declarada de Lana, e pode ser a resposta para todas as demais músicas, ou melhor, o motivo de tanto pessimismo e desilusões amorosas. O refrão de “National Anthem” é emotivo, gritado, de uma forma natural e a faixa é explosivamente linda. Novamente, uma balada pouco pretensiosa e bastante pop rock.

“Dark Paradise” é quase uma carta suicida, perfeitamente assombrada por frases chocantes, repassando uma melancolia mais verdadeira e teatral que qualquer outra balada. De fato, uma faixa muito poderosa, um verdadeiro destaque pelo poder de assustar somente por se tratar de um amor além da vida. Em “Million Dollar Man”, uma pegada jazz e retrô embalam as caixas de som e há uma certa vulnerabilidade misteriosa na voz de Lana que nos faz cair em elogios pela qualidade da canção, considerada a mais romântica do disco. “Lolita”, sem dúvidas, é uma faixa contraditória e barulhenta, se iniciando como uma medonha introdução teatral e depois passando pelo classic pop. A faixa mais POP raiz do “Born To Die”.

É inevitável não comparar a revelação Lana Del Rey à Adele. As semelhanças entre as duas não param somente no estilo musical: ambas são alternativas e desiludidas. Em uma rápida comparação final, “Born To Die” está acima do “21”, em quase todos os sentidos, inclusive no sentimental. Com Lana Del Rey, podemos abrir espaço para repensar nosso atual gosto musical, constatando que, perto do “Born To Die”, as músicas de Katy Perry, Rihanna, Selena Gomez e Miley Cyrus parecem fúteis e sem graça.

TRACKLIST
01. “Born to Die” (Producida por Emile Haynie)
02. “Off to the Races” (Producida por Haynie)
03. “Blue Jeans” (Producida por Haynie)
04. “Video Games” (Producida por Robopop)
05. “Diet Mountain Dew” (Producida por Haynie, Jeff Bhasker)
06. “National Anthem” (Producida por Haynie)
07. “Dark Paradise” (Producida por Haynie, Nowels)
08. “Radio” (Producida por Haynie)
09. “Carmen” (Producida por Bhasker)
10. “Million Dollar Man” (Producida por Haynie, Braide)
11. “Summertime Sadness” (Producida por Haynie, Nowels)
12. “This Is What Makes Us Girls” (Producida por Al Shux, Haynie)

DELUXE
13. “Without You” (Producida por Haynie)
14. “Lolita” (Producida por Haynie)
15. “Lucky Ones” (Producida por Haynie, Nowels)

  1. Eu simplesmente amo Lana Del Rey, suas músicas me “remete” a uma “Dimensão”, que palavras não é o suficiente para traduzir, ela é o Supra sumo do bom gosto, sua voz totalmente diferenciada de tudo que eu já ouvi, eu sinto o amor emanando de suas entranhas, ela canta com a alma, seu olhar é meigo e cativante. Suas canções são lindas e bem elaboradas, e de uma sutileza extraordinária, como já citei em outras oportunidades e não canso de citar, é que, ouvir Lana. é como tocar o âmago das estrelas. Lana veio para ficar em nossos ouvidos e, em nossos corações…❤

  2. Gostaria que as pessoas que criticam as apresentações ao vivo da Lana procurassem pesquisar mais

  3. Aos contraditórios de plantão…Nota 10 a Lana Del Rey!!!
    Como assim não tem “personalidade”???!!!
    Lana Del Rey é uma personagem muito bem montada,e diferente aos demais estilos pop grudento,chiclesão e apelativo como o pop atual.
    É uma nova imagem,com um timbre e canções que eu jamais teria ouvido se dependesse unicamente das modinhas que se passam nas rádios,conheci Lana através de Vídeo Games muito antes de estourar a publico no Brasil e na América do norte,foi sucesso repentino na Europa,onde a ouvi pela primeira vez,desde esse dia carrego uma playliste exclusiva somente com as faixas dela.
    Se ela continuar assim,terá sempre meu respeito e admiração,
    hoje me considero fã de Lana Del Rey,sem mais..

  4. Lana Del Rey , me fez rever os meus estilos de musica, eu sempre ouvi rock alternativo hard rock e etc… mas não só pelo estilo, era mais pelas as letras, que eram lindas. mas com alana eu não só achei uma letra exelentes mais sim uma melodia que me toca, e me leva a outro mundo uma outra época…. AMO Lana Del Rey

  5. Parabéns pela crítica, achei realmente muito boa. As pessoas fizeram crítica da sua vida pessoal e não do álbum. Falam que a mesma é fingida, que tudo que ela canta é mentira… Será? Reparem bem nas letras das demos e dos eps dela, antes do codinome Lana Del Rey. Pra mim, ela passa verdade nas músicas, passa nostalgia, passa excitação. Enfim, álbum magnifíco, nota merece. É bom saber que tem pessoas que sentem a mesma coisa que eu quando ouve o disco.

  6. Esse disco sem dúvida para mim foi o melhor do ano!
    A voz de Lana é uma das melhores que temos na atualidade.As letras são perfeitas, muito inspiradoras como uma fase mais inteligente da vida.Sou fã sem dúvidas🙂

  7. Yuri Jones de Oliveira

    Esse albúm está ótimo, Lana é dona de uma voz impecável e imaculada, deixando a milhas de distância, canotores similares ao gênero. Com letras capazes de agradar gregos e troianos, sua nota alta é mais que merecida.

  8. Eduardo Pepe

    Achei o album não, uma versão mais ingénua (por faltar experiência autoral), perdida (pois não sabe por onde percorrer musicalmente), inclinada ao popularismo forçado (por trabalhar clichés desnecessários) e pretensiosa (por possuir uma produção classuda e cheia de pomba, que as canções, em si, não conseguem sustentar) de “21”, da Adele. Faltou personalidade, é uma mistura do R&B / soul sesentista com o indie comteporraneo, e com toques de hip-hop e pop. Apesar disso é bom ter alguem que fica na linha entre o pop e o alternativo, apesar dela não arriscar em fazer algo realmente alternativo, ela consegue mostrar o que é uma música que mexe com as emoções muito mais que as ponorgrafias pop que se ouve.

    Ainda assim, A Rolling Stone Brasil analisou o album, em si, e não analisou a vida da cantora, como a versão americana fez. Gosto do blog, mas achei que vcs falaram “é lindo, é sentimental, não é como Katy Pery” e cairam no jogo dos produtores, da gravadora e da personagem Lana del Rey, esse é um album pop. Assim como todos, apenas é mais lento, porém se percebe letras mais consistentes e ritmos mais elaborados, mas ainda cede a obviedades.

    A analise da Rollng Brasil, eu achei perfeita. Leiam:

    “Estreia da comentada cantora não vai mudar o mundo

    Lana surgiu no ano passado, causando muito furor na internet com vídeos produzidos (segundo ela) por ela própria. Ninguém escapou de em algum momento ouvir “Video Games” ou “Blue Jeans”. Agora, a nova-iorquina lança seu primeiro disco oficial (ela já havia gravado um antes, disponível apenas digitalmente). Born to Die, apesar de trazer os bons singles e mostrar que Lana não está no hall das piores cantoras, trabalha clichês desnecessários com sua produção carregada. O álbum se perde em meio à indecisão entre ser cool ou apenas mais um álbum pop convencional. “Dark Paradise” e “Carmen” são tão semelhantes que acabam soando como a mesma canção. Já “This Is What Makes Us Girls” é uma espécie de hino (desnecessário) para garotas sentimentais, enquanto “Summertime Sadness” se confunde em meio a suas referências, refletindo bem o clima inseguro que marca a estreia oficial da cantora. As já conhecidas “Blue Jeans” e “Video Games” funcionam à medida que aceleram o disco, mas também mostram que a produção poderia ter sido mais “limpa”. Embora especialista em autopromoção, Lana erra o passo ao tentar comportar inúmeras referências, mostrando que poderia ter se saído melhor caso optasse por um trabalho mais compacto e menos maçante.

    Adoro o blog, mas acho que vcs cedem um pouco demais ao pop.

  9. Jardel Rodrigues F.

    Eu realmente acho que deveria ter algo sobre Carmen na descrição do album, essa musica na minha opinião é a mais genial em termos de composição, tem algo por tras daquela musica, algo grande e genial, super forte e fragil ao mesmo tempo, mistura a verdade e conto de fadas da vida de uma prostituta ou mesmo dela, sendo uma prostituta no sentido metaforico é claro, como uma prostituta da fama, ao meu ver, mas para mim essa musica ficara como um buraco na minha compreesão, mas eu acho que é melhor assim, e outra adorei sua interpretação do cd, a melhor e mais verdadeira de todas que ja vi…. muito bom o blog!!

  10. Eu sei que posso estar sendo equivocada,mas eu simplismente não consigo achar um motivo para uma nota tão alta!eu confio muito no trabalho de voces,mas…o que posso dizer,não gostei do album.Achei muito do mesmo não vi personalidade,nem diversidade…me desculpe mas eu acho que vocês deveriam repensar esta nota

  11. Gabriel Valério

    Amei o Blog *-* Agora vou escutar esse album pra conhecer essas músicas que vcs deram tantos elogios *-* Ahhh… Quando vcs postarão de novo as listas da BillBoard? Eu soube que What Doesn’t Kill You (Stronger) chegou em primeiro lugar… *-* E Lana Del Rey, como anda nas paradas? Obrigado ;D

    • Olha só! Que bom que você se interessou pelo álbum pelo o que você leu aqui. Espero que saiba apreciar cada mensagem que este álbum pode mostrar.
      Bom, as listas da Billboard eram atualizas semanalmente, mas, como não tivemos quem fazer, optamos por não postar mais. Triste né, seria um bom arquivo.

      Por fim, a Lana Del Rey vendeu 77 mil unidades do Born To Die nos Estados Unidos e estreou em #2 na HOT 200, e na Europa, o disco chegou na #1, vendendo 117 mil cópias do CD. Bacana, não é mesmo? Obrigado e volte sempre.

  12. Concordo com quase tudo na crítica.
    Realmente Lana foi genial, esse disco foi além das previsões da maioria para 2012. Um som como esse quando o topo das paradas está dominado pelas batidas eletrônicas sem rumo, letras repetitivas e fúteis, e temas tão banais, é realmente admirável. Bota Katy Perry, Rihanna, Selena Gomez, Ke$ha, e outras no chinelo.

    Só não concordo com a nota tão alta, embora mereça uma nota realmente alta, não merece 98, no máximo 95 na minha visão, já que a voz de Lana ao vivo não colabora nadaa!

    Enfim, eu admiro muito esse blog, sou visitante constante, amo as críticas, PARABÉNS!

    • Ei Gabriel.
      Ficamos extremamente contente em saber que você nos visita com tanta frequência. “Born To Die” é realmente um álbum bastante perfeccionista. As letras, o tema, os arranjos, a voz, absolutamente tudo se completam. Espero que entenda o por que da nota alta.

  13. amei a análise e posso dizer que cntinuei vindo aqui ler as próximas
    bom, sobre o álbum, eu escutei muito e possso confirmar com cada palavra.

    farei de tudo para lana ser sucesso aqui, pois ela merece

  14. O disco não é tão bom assim, tem estilos hip-hop, R&B, pop e indie, que são interessantes e vocais ousados, porém o vocal da cantora, ocasionalmente, cai em terrenos desconfortaveis, a sonoridade pop esbarra no cliché sem attitude e as composições não tem um real impacto, como a produção demagogia. No disco, Lana se apaixona, deixa de se sentir sozinha, crítica Los Angeles, bota seu melhor vestido, promete amar até o fim dos tempos, vai para piscina e poucas sacadas se salvam dentro da fragilidade autoral da obra.“Born To Die” surpriende, é pop de fácil acesso, em boa parte do album, e ousa em alguns momentos, mas acima de tudo, é um disco “perigoso”. Se a cantora procurava estabilidade e uma fuga desesperada do flop, esse disco não era dos mais indicados. Lana Del Rey pode sumir tão rápido quanto surgiu, ou ela pode virar uma pop star consagrada, como aconteceu com Madonaa.
    Mas não nego que Lana deixa Rihanna, Katy Perry e Selena Gomez soarem como cantoras futeis e vazias, e de fato muitas vezes, elas são.
    Merecia 85, mais de 90 foi um exagero, mas foi ver se vcs me convencem qd eu ouvir o disco denovo, agora após ler sua crítica, mas acho díficil. P.S. as grandes revistas, The Times, Rolling STone, Nt Post, reprovaram

    • Estamos sabendo que grandes revistas reprovaram o disco, e, acima de tudo, já tenho meus argumentos para não seguir a linha de pensamento de críticos tão “renomeados” assim: eles julgam Lana Del Rey no pessoal. A avaliação “do álbum” foi apenas uma desculpa para Rollings Stones falar da vida pessoal de Lana. Vários fatos podem acusá-la e deixa-la em maus lençóis com a mídia e por isso que não achamos justo falar de Lana, e sim, SOMENTE, do álbum “Born To Die”, que é magnífico.

      Talvez alguns não concordam disso, alegando que é gosto musical, mas, sabemos, que quem tem ouvidos apurados e bom gosto, sabe valorizar os elementos e arranjos dignos que algumas músicas deste CD possui. Como nossa crítica é posta de um ponto de visto mais técnico, e menos pessoal, consideramos que sim, este disco consagrará Lana Del Rey.

      No mais, um parabéns à você pela rápida e objetiva descrição do disco, que por sinal, ficou correta e verdadeira. Obrigado por ajudar com sua opinião.

      • Amooooo esse álbum!!! Da pra sentir Emoção na voz dela *-* off the races , national anthem … São realmente ótimas! Concordo com essa nota , o pessoal fala do clichê mas atualmente não existe nenhuma igual a lana na mídia…

  15. Parabéns, super bem feita e bem escrita essa análise!!
    Sucesso para Lana Del Rey, é um ótimo álbum!

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