PINK FRIDAY – ROMAN RELOADED: Nicki versatilizando o rap ousado, enigmas e criatividade!

Trechos imaturos e sem conteúdo, arranjos repetitivos e confusos – o novo disco de Nicki Minaj tem tudo isso e muito mais. Porém, mesmo com todas adversidades, o excepcional trabalho de Nicki Minaj em “Roman Reloaded” não é desconsiderado. Esbanjando criatividade e liberdade de expressão, conheçam Roman Zolanski, a parte desconhecida de Nicki Minaj.

PINK FRIDAY: ROMAN RELOADED
(NOTA 76)

Na tentativa de se tornar referência em dance pop, Nicki Minaj inovou na escolha do repertório de seu novo disco. “Pink Friday: Roman Reloaded” se resume em momentos de obscenidade, variações confusas, imaturidade, porém, são características marcantes do disco a criatividade, liberdade de expressão e artística, qualidade e ousadia! Bastante confiante ao assumir o alter ego Roman, Nicki abriu o disco com uma sequência de músicas de difícil interpretação e aceitação. É o caso de “Roman Holiday”. A histérica faixa além de contar com vocais passivos de correção, possui uma temática enigmática cheia de palavras pesadas e expressões. O circo começou.

“Come On A Cone”, que ganhou um rap provocativo, é ridícula. Vergonhoso ver Nicki com apenas alguns anos de carreiras citar mulheres de ‘vadias’ e usar frases como “colocaria meu pênis na sua cara” em uma faixa. Simplesmente sem nexo e ridículo. “I’m Your Leader”, com Camron e Rick Ross, tem um refrão interessante e bastante consistente. Os rapazes detonaram na faixa, fazendo um rap tão bom quanto o de Nicki, resumindo a faixa em uma ótima opção para single mesmo se tratando de mais um tema inútil e fraco.

O rap é naturalmente provocante e obsceno, mas Nicki fez isso com erros imperdoáveis, deixando o disco sem valor e chato. “Beez In The Trap” é simplesmente viciante, mas, fraca e desagradável ao mesmo tempo. Depois, um dos melhores momentos do disco se resume em duas poderosas faixas rap/hip-hop, as mais agressivas e importantes da carreira de Nicki. É fácil lembrar-se de Eminem em “Hov Lane”, primeiro pelo refrão forte e sério, e segundo pela letra fortemente agressiva, crítica e provocante. Já “Roman Reloaded”, inicia-se com samples de disparos e versos cheios de palavrões e expressões polêmicas. Nicki e Lil’ Wayne formam a dupla mais obscena, chocante e provocante do mundo musical, cantando rap polêmico e diversas vezes vergonhoso.

“Pink Friday: Roman Reloaded” segue com “Champion”, momento em que os convidados Nas, Drake e Young Jeezy fizeram um rap realmente qualificado e sóbrio. A parceria com Chris Brown, uma grande aposta para single, resultou em uma linda balada chamada “Right By My Side”, enquanto a segunda participação de Lil’ Wayne resultou em mais uma faixa polêmica, “Sex In The Lounge”. RedOne e Alex Da Kid produziram o trecho mais sólido do disco inteiro. “Starships” é a primeira das cinco faixas pop do disco e basicamente foge completamente da proposta apresentada no início. O single é POP raiz com um break trance enlouquecedor que fez toda a diferença! Como o rap de Nicki casou bem com o ritmo, em “Pound The Alarm” ela fez uma mistura irresistível de rap e dance, porem, a faixa ficou muito semelhante à “Starships”, perdendo parte de seu valor comercial. “Whip It”, a mais agitada, não parece ser Nicki Minaj.. talvez coreanas. Tudo! Menos a rapper negra de “Super Bass”. Com tudo, a experiência foi lucrativa e certeira, finalizada com chave de ouro com “Automatic” e “Beautiful Sinner”.

Por fim, baladas lindas R&B e realmente significativas, marcantes finalizam o álbum. São elas “Marilyn Monroe”, “Young Forever”, “Fire Burns” e “Gun Shot”. Todas perfeitas, com o talento e alma blues que artistas R&B devem ter. Destaque para “Gun Shot”, com participação de Beenie Man, que ajudou Nicki a deixar a música ainda mais explosiva e emotiva com seus versos levemente reggae. Com tudo, talvez Nicki esteja um pouco imatura ainda, mas como todo processo artístico, talvez este é o momento certo para Nicki exorcizar seus demônios internos, a começar por Roman.

TRACKLIST
01. “Roman Holiday”
02. “Come on a Cone
03. “I Am Your Leader” (feat. Cam’ron e Rick Ross)
04. “Beez in the Trap” (feat. 2 Chainz)
05. “HOV Lane”
06. “Roman Reloaded” (com Lil Wayne
07. “Champion” (feat. Nas, Drake e Young Jeezy)
08. “Right By My Side” (feat. Chris Brown)
09. “Sex in the Lounge” (feat. Lil Wayne e Bobby V)
10. “Starships”
11. “Pound the Alarm
12. “Whip It”
13. “Automatic”
14. “Beautiful Sinner”
15. “Marilyn Monroe”
16. “Young Forever”
17. “Fire Burns”
18. “Gun Shot” (feat. Beenie Man)
19. “Stupid Hoe”

  1. tah, e stupid hoe???

  2. Pelo fato dela ser mulher, ela não pode falar palavrão? Machismo da parte de vocês. Nãop vejo ninguém reclamar do Lil Wayne, Eminem falando palavrões em suas músicas. O Cd, como a mesma Nicki disse, não tem classificação de estilo, ela mistura rap/pop/dance, uma combinação incrível. O cd está ótimo, tanto que estreou em primeiro lugar na Billboard, desbancando o MDNA da Madonna. Trechos confusos têm sim, estamos falando de rap, entenderam ? RAP! Roman Holiday uma das melhores músicas. CONHEÇAM ROMAN, A PARTE EXCELENTE DE NICKI MINAJ.

    • roberta berry

      Queria comecar com um trecho de “Sex in The Lounge”: “Como eu tenho uma buceta mais molhada do que um esgoto suj / Foda em mim, me vire e rebente”.

      Nao e’ questao de machismo. Vc usou um argumento generico para dar base `a uma linha de pensamento frouxa e vazia. Nicki estar equivocada ao xingar simplesmente por xingar e usar e abusar de palavras desse tipo, alem de aplicar em frases chulas, vulgares e ate criminosas (ela se diz traficante, cafetina varias vezes) sem qualquer tipo de motivo, embasamento ou moral.

      o disco desconsidera toda a luta para quebrar os esteriotipos do mundo do rap, como aqueles pensamentos preconceituosos que dizem que “todo rapper e’ drogado, traficante e promiscuo” e que “hip-hop e’ so batidas incisivas genericas sobre versos sacanas”. Ela simplesmente desconsidera isso e embarca de “Roman”, um alter ego comercial, vulgar, egocentrico, criminoso, vazio e nenhum pouco reflexsivo, e quem dira critico . Alem do mais, o disco e’ (separamente) so’ rap, eletropop generico e um poquinho de R&B radiofonico. Nao ha’ nenhuma mistura inovadora (quem dira, incrivel).

      Estrear na primeira posicao da billboard nao quer dizer nada. Se e’ uma estreia quer dizer que as pessoas compraram o disco pelo decorrer da carreira da cantora nao pela qualidade das musicas desse disco. E mesmo que esse trabalho faca sucesso (algo que eu nao duvido), meu discurso nao se perde, pois sucesso comercial e qualidade sao duas coisas completamente diferentes, e uma coisa nao depende da outra (com plena certeza).

      Para finalizar dois fragmento de dois rappers:

      Criolo, rapper brasileiro: “Não existe amor em SP / Um labirinto místico / Onde os grafites gritam / Não dá pra descrever / Numa linda frase / De um postal tão doce / Cuidado com doce / São Paulo é um buquê / Buquês são flores mortas / Num lindo arranjo /Arranjo lindo feito pra você”. De Nao existe Amor em SP

      Eminem, rei do hp-hop: “Não tenho medo de tomar uma posição / Todo mundo, venham segurar a minha mão / Caminharemos nessa estrada juntos pela tempestade
      Em qualquer tempo, frio ou quente / Apenas saiba que você não está só / Grite se você sentir que tem estado pra baixo também”. De Not Afraid.

    • Melissa Carvalho

      Acho que essa analise diz tudo:

      Todo rapper é drogado, promiscuo e desnecessariamente vulgar. Hip-hop não passa de umas rimas sacanas com uma batida irritante. Esses e todos os tipos de estereótipos do universo do rap e do hip-hop definem perfeitamente o segundo disco de Nicki Minaj, rapper que surgiu em 2009 com o promissor (e platinado) “Pink Friday”. Cheio de participações (desperdiçadas e/ou mornas) e com diversos produtores (irregulares e pop demais), o disco é dividido em duas partes.
      A primeira vai do hip-hop genérico e bobo (“Romam Holiday”, “Stupid Hoe”, “Chapion”) ao ridículo (“I Am Leader”, “Beez In The Trap”). Essas aí, abordam o sexo de forma excessiva e desnecessariamente chula, além de, ritmicamente, todas se basearem em sintetizadores fracos e irritantes – além do mais, geralmente, ela apela rimas bobas, como repetir silibas desenfreadamente. Passando para a segunda fase, momentos como “Starships”, “Pound The Alarm” e “Whip It” são marcado por um amontoado de sintetizadores, eletronices, auto-tune e todo tipo de farofa dançável. Fracas, banais e de personalidades questionáveis (ela chega a parecer com o LMFAO). E ainda há cedidas canastronas ao R&B radiofônico em “Right By My Side” e “Young Forever”.
      Pelo menos, “Marilyn Monroe”, uma pertinente homenagem à atriz, “HOV Lone”, um hip-hop egocêntrico e eficiente, “Roman Reloaded”, que lembra “Paper Planes” de M.I.A., e “Fire Burns”, uma rancorosa e adequada canção sobre rompimento, mesmo que longe de serem originais ou solidas, trazem alguma dignidade ao disco, que não tem como pretensão ser inteligente ou respeitoso com o hip-hop. Nicki estar mais preocupada em manter a imagem comercial de rapper safadona e polêmica, que, naturalmente, acaba esbarrando em sons genéricos, fazendo composições vazias, vulgares e sem rimas criativas e, por causa da enorme quantidade de faixas, se torna maçante. Para piorar tudo: “Sex In The Lounge” já é uma das piores canções do ano. Por Eduardo Pepe

      Nicki esqueçeu todo o processo contra ao pré-conceito contra o rap, além de embarcar em ritmos pop descartavéis.

    • Não se trata de falar palavrão, se trata do conteúdo que as músicas passam. As letras da Nicki Minaj não fazem sentido Eminem fala palavrão sim, mas suas músicas sempre passam uma mensagem. Por favor vá ouvir Mockingbird, Lossyourself ou 25 to Life e vc vai entender que rap não é palavrão, é cultura.

  3. Nunca gostei dessa mulher –‘

  4. Jorge Limeira

    Só acho que pelo conteúdo rap do álbum, deveria se limitar a fazer críticas a álbuns do gênero, ou melhor, nem fazer, “fraco, desagradável, chocante”? WTF?
    Provavelmente não tá entendendo 1/100 do conteúdo, não tá sabendo nem assimilar as batidas e se acha isso chocante, me faz ter mais certeza das palavras que fiz nesse comentário.
    Não me leve a mal, é apenas uma crítica.

  5. roberta berry

    o album é realmente fraco, obsceno e tolo, mas se vcs perceberam isso porque elogiaram tantas faixas. Entendo que há bons momentos, mas elogiar 10 de 19, e ao mesmo tempo reconhecer que “o álbum está imaturo e fraco demais para ser levado a sério”. Há uma contradição. P.S. acho seu vocabulário muito popular – sei que a ideia é ser um blog POP – mas, pelo menos, nas críticas voces deveriam se ater, pelo menos um pouco, a termos mais técnicos, ficar repetindo “ridicula” e “vulgar” não ajuda, precisa de mais embasamento, argumentos, versos da música, citações dos ritmos e das batidas.

    • Roberta, sua crítica à estrutura do texto está completamente certa. Concordamos que usamos poucos termos técnicos nessa análise, até porque, por mais variado que seja este disco, ele se resume ao eletrônico e ao rap. Essas partes eram muito singulares, e acabaria tornando o texto incoerente e muito repetitivo. Claro que diante desta observação construtiva, iremos melhorar nossos argumentos numa próxima matéria. Obrigado.

      E sobre o disco, há momentos vulgares e nagativos, mas há positivos também. Pelo modo que escrevemos, é claro que a crítica é negativa.

  6. Gente, ela errou sim…
    A Cher Lloyd faz rap tbem e suas letras são suuuuuuuper dignas..

    aff, a Nicki apelou e esse álbum pode ser comparado ao da Valeska.

  7. Se vocês acompanhassem a carreira da Nicki saberiam que no PF: RR ela só quis fazer o pessoal dançar, se divertir. O que ela tinha pra provar à críticos realmente especializados, foi provado no Pink Friday.

    • roberta berry

      ela poderia fazer dançar sem ser vulgar, tola, genérica e repetitiva. Gente, ela deveria ser a nova Missy Elliot, não a nova Britney.

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